Amar a Transformação


Vários indicadores estão convidando a se preparar para acontecimentos planetários fortes para o período daqui o final do ano. Os avisos se fazem cada vez mais presentes e é um bom momento para avaliar com atenção o seu relacionamento com este momento chave da evolução da humanidade. Acontecimentos de grande escala podem ajudar muitas pessoas a entrar decisivamente em novos padrões de comportamento e a abandonar jeitos antigos e crenças limitadoras. Entretanto, os mesmos acontecimentos podem levar outras pessoas a se trancar ainda mais fundo na sua prisão de medo e de isolamento.

Frente ao acúmulo dos desafios diários e sendo bombardeados apenas pelas notícias quase insuportáveis dos quatro cantos do planeta, é importante dar um passo para traz e se dar um tempo para se reconectar com sua experiência de vida. De fato, escolhemos antes de tudo um contexto para a transformação, e atualmente pode ser difícil expressar seu amor à vida sem manter isso claro na sua mente. Essa conexão não é tarefa fácil até sustentar o vínculo com a parte da sua consciência que realmente escolheu a experiência. A Terra nos oferece um contexto para experimentar nosso poder criativo, tanto ao nível pessoal como coletivo, contexto que tem como principal característica a dualidade. Isso torna nossa experiência muito rica já que do ponto de vista da consciência, tem muito que se pode aprender em tal contexto. Entre outros assuntos: abrir mão do julgamento; aprender sobre a nossa tendência de olhar para o mundo através de uma lente polarizada; aprender a reconhecer que tudo faz parte da criação, de tal jeito que nós mesmos fazemos parte da criação; reconhecer que tudo está dentro de nós, mesmo aquilo do qual não gostamos; aprender a integrar essas partes das quais não gostamos, reconhecer que são nossas e voltar a um estado de união com a vida etc... É tudo a respeito da integração, integração, integração dos vários aspectos da nossa consciência individual e coletiva.

Esse contexto é uma grande oportunidade de integração com a qual estamos nos envolvendo pela encarnação. Agora, é claro que temos o livre-arbítrio, e podemos fazer o que queremos da experiência em si. Podemos usar essa experiência para nos firmar em um poder de criação que pulsa em união com a Fonte, ou para fortalecer a ilusão de separação. O que já sabemos é que não tem truque, não dá para fugir da experiência, e não vamos acordar de manhã com tudo a nossa volta transformado como por encanto. Perguntas valiosas para se manter sempre conectado com a experiência são por exemplo de saber se está aprendendo a dominar suas criações com seu corpo, suas emoções e sua mente, se está aprendendo ao mesmo tempo a não se apegar ao resultado da suas criações e a se responsabilizar por elas, se está aprendendo a lidar com as polaridades sem se identificar com elas.

Essa integração começa quando entendemos que movimentamos energia a cada pensamento e escolha, a cada emoção, a cada ação, e que essa energia em movimento tem repercussões. Podemos muito bem não gostar dessas repercussões e não é por isso que devemos negar o que fizemos, ou escondê-lo no lugar mais escuro do nosso subconsciente. Ao contrário, é preciso reconhecer o que fizemos para poder transformá-lo em algo que nos satisfaça em todos os níveis de consciência, reciclando a energia. O julgamento e a negação cristalizam, encapsulam a energia e impedem essa reciclagem. Olhar para suas criações com amor é muito transformador e abre novas possibilidades ao derrubar as muralhas do julgamento. Esse processo todo nos leva finalmente a re-descobrir quem somos de verdade. Aceitar e integrar para transformar.

Esses são apenas pequenos lembretes que nos ajudam a aceitar mais amplamente a experiência que escolhemos e a vivência que estamos criando. Apesar dessa postura de aceitação, existem várias armadilhas no caminho. Por exemplo, é fácil acreditar que experimentar certas emoções ou certos pensamentos seja uma coisa ruim, e que tenha que forçar um pollyannismo sorridente quando não é isso que esteja vivenciando. Também, não quer dizer que tenha que adotar a postura passiva de tipo “tudo tá bom para mim!” e aceitar qualquer decisão dos outros que afete a sua vida. É preciso de discernimento e aprender as consequências das suas escolhas. É também da nossa responsabilidade aprender a dizer “obrigado, não estou interessado nesta aventura sua, eu escolho fazer de um outro jeito”. Mesmo assim, já que estamos aprendizes neste processo criativo, criamos ainda consequências que não estão sempre nos satisfazendo. Agora é o momento de aprender a acolher essas criações no seu coração e a transmutar essa energia. Isso quer dizer as vezes, honrar as emoções que estamos sentindo, sem se submeter a elas, mas experimentando e reconhecendo toda extensão do que foi criado. Só assim podemos então transmutar não só aquelas emoções como a causa original que as despertou. A energia sendo transmutada e liberada, ela está disponível para criar outra vez, de um outro jeito.

Toda essa integração precisa acontecer não apenas ao nível pessoal mas também ao nível planetário, e períodos como o atual estão chamando por essa integração planetária. São momentos de muitos desafios e é fácil se perder ao longo do caminho. Ao longo do dia, são muitos compromissos, muitas responsabilidades a cumprir, muitos acontecimentos, e é preciso manter seu foco, manter seu objetivo claro na mente. Por isso, é importante conferir várias vezes ao dia se está ainda em sintonia com sua consciência superior e com seu objetivo principal. Observar seus atos, suas emoções e seus pensamentos, e não esperar um momento quando observar qualquer desarmonia. Usem suas ferramentas!

Com Amor,
Philippe
Mestre de New Paradigm MDT
Cursos New Paradigm Basic Master & 13D Master
www.shamballabrasil.com


 
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