Aprendendo a Firmeza


Muitas pessoas estão começando a se abrir para um novo entendimento da sua natureza e das suas necessidades. Depois de ter passado muito tempo acreditando o que o ambiente estava ensinando a respeito do que são e do que precisam, essas pessoas estão começando a entrar em contato com uma “nova verdade”. Elas podem ter a impressão de que seus gostos e interesses estão mudando. Elas estão apenas começando a despertar do sonho coletivo que estava literalmente ditando seus pensamentos: “Você é isso. Você precisa fazer aquilo. O que é bom para você é isso”.

Essa estrutura coletiva já perdeu a base energética que estava a sustentando. Apenas ficam agora na consciência coletiva as lembranças, registros ou vícios do que foi cuidadosamente aprendido ao longo de milhares de anos. Cada vez mais pessoas estão se extraindo lentamente desse pesadelo coletivo. Essa fase representa novos desafios.

Primeiro, como sempre, as fases de transformação podem ser percebidas como delicadas pelo ser humano. Mesmo que esteja vivendo dentro de uma prisão mental, muitas vezes, sair deste ambiente pode parecer mais assustador do que ficar. O desconhecido gera medo porque ele pode apresentar situações ainda mais desconfortáveis do que o conhecido. Na verdade, seria dificilmente pior do que a situação atual, mas isso também foi condicionado com muita ênfase.

Além disso, esse tipo de transformação pode deixar vir a tona novas áreas a serem trabalhadas como o medo do julgamento ou da desidentificação com seu ambiente. Não tem como, isso faz parte da transformação atual. Isso é o preço de começar a vivenciar a sua própria verdade, deixando para trás uma verdade coletiva com a qual não se identifica mais.

Por isso é preciso de coragem e firmeza para seguir adiante. São ainda muitas testemunhas a nossa volta do jeito antigo de funcionar. E cada vez que estiver tentando algo novo, é provável que aparecer alguma resistência externa, quer seja uma pessoa ou simplesmente as estruturas do ambiente, lembrando: “Mas você nunca fez isso, nunca daquele jeito. Porque você quer fazer diferente? Porque você quer ser diferente do que você sempre foi? Cuidado, isso é perigoso!”.

Isso não deve representar um problema em si. O ambiente no qual estamos vivendo é a nossa criação coletiva. Qualquer que seja essa criação, podemos usá-la para o seu propósito inicial, ou seja, aprender sobre a nossa natureza de fonte criadora e sobre o processo criativo. O ambiente é apenas o resultado da nossa experiência como criador. O estado atual da maioria das pessoas é de total identificação com essa criação, o que é a raiz da infelicidade. Quando se consegue mudar esse paradigma e vivenciar a sua verdadeira natureza, não precisa mais questionar o ambiente a respeito do que é. Já está sabendo a resposta e não procura testemunhas disso em uma criação que nega totalmente essa verdade. Essa desidentificação com o ambiente abre então uma oportunidade de voltar no seu lugar de fonte criadora e de atuar a partir desta posição para criar o que quiser na sua vida.

Depois de passar por este ponto de realização, é preciso aprender a sustentar essa nova posição. Vivendo dentro de um ambiente onde quase todos os participantes estão ainda funcionando de acordo com o jeito antigo, estamos aprendendo a firmeza, firmeza de se manter integralmente e constantemente na vivência da sua verdade. Não tem outro jeito para realizar essa mudança de paradigma, é preciso viver essa verdade o tempo inteiro.

Por isso também funcionamos em grupo. Lembro a todos que juntos somos mais fortes para impulsionar tanto a nossa própria transformação como a transformação coletiva. É por isso que somos uma Família!

Com Amor,
Philippe
Mestre de New Paradigm MDT
Cursos New Paradigm Basic Master & 13D Master
www.shamballabrasil.com



 
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