Não se esqueça de viver!



Para muitos praticantes, a meditação é bem mais do que uma simples ferramenta de bem estar, mais do que uma prática que torna a mente mais calma. Para esses aventureiros, a meditação é um caminho de auto-conhecimento, uma prática para entrar em contato com seu poder criativo e aprender a reconhecer e ultrapassar a ilusão de limites que cada um está colocando na sua própria vida.

Apesar disso, para quem não tomar cuidado, a prática da meditação pode se tornar uma fuga e não uma ferramenta para conhecer melhor a si mesmo. Os sinais disso são muito simples: a pessoa não consegue mais passar um dia bom ou lidar com os desafios do dia a dia caso não teve tempo de fazer a sua prática, ou começa a tornar isso um dogma para as mínimas decisões do dia a dia. Para mim, isso me mostra claramente que a pessoa está fugindo da experiência presente e que perdeu a noção entre o que é a ferramenta e o que é o propósito.

Claramente, o objetivo da meditação não é de fugir do dia a dia para passar o tempo voando pelo cosmos jogando baralho com os vários mestres de outras dimensões e comentando o quanto a situação está feia “lá em baixo”.Ao contrário, o caminho de meditação deve levar o praticante a se tornar mais real na sua própria experiência da 3ª dimensão. Claro, já vem um grande desafio que é de criar um contato consciente com o que somos de verdade, e não com a idéia daquilo que somos. Uma vez consciente desse contato, o ato da meditação se torna tão natural quanto a respiração, permitindo que a nossa realidade flua através de nós até a nossa experiência nessa dimensão.

Por isso, eu falo sempre de não esquecer de viver, de não ter medo de viver. Quantas pessoas, entrando no caminho de meditação, têm medo de fazer diferente de como estava escrito no livro que leram ou de como o professor falou que estava certo.
A minha resposta é: “Simplesmente vivam, sendo o mais verdadeiro possível! É só assim que vão entender e experimentar o SER que vocês são”.

Com Amor,
Philippe




 
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